Falta de opção de elenco obriga treinador a improvisar volante mais avançado e arrebenta com desempenho individual e coletivo do time
Marcos Antônio é hoje o melhor jogador do São Paulo. Volante versátil, veloz e que possui como principal atributo a construção inicial das jogadas. Marcos ganhou muito destaque no ano passado jogando mais recuado, dando a primeira saída e sempre, eu disse, sempre, aparecendo para receber e desafogar todas as jogadas.
Isso aconteceu com frequência no meio de temporada de 2025, com uma dupla excelente com Bobadilha e se perdeu poucas semanas depois, com o avanço do segundo volante para a posição de meia criador. Ele DEFINITIVAMENTE não é esse cara.
Digo isso com certeza por dois motivos: o primeiro é que ele não tem nenhuma capacidade de jogo de costas e, mais importante, não é um meia criador nato, com passe que consiga quebrar linhas. Seus passes são mais curtos e passe curto para um meia é a mesma coisa que nada na maioria dos casos.
Vimos esse mesmo problema no jogo de ontem contra o Mirassol. Jogo difícil, na casa do adversário que se mostrou muito melhor que nós taticamente e, pasmem, fisicamente. Marcos Antônio flutuou entre segundo volante e meia central e se perdeu totalmente no personagem. Não desarmou, não criou, não deu um passe sequer que quebrou alguma linha do adversário amarelo. Pior, o São Paulo quase nunca conseguiu sair de trás com qualidade, inclusive, oferecendo o segundo gol ao adversário em erro bisonho de passe de Alisson na intermediária defensiva. Não pode.
O fato é o seguinte: utilizar o cara fora de sua posição e fora de suas principais características prejudicam o time e desvalorizam o atleta que tem proposta do Flamengo. Não me importa muito quem vai jogar avançado, se vai ser o papa, se vai ser o Crespo, se vai ser o Lucas ou o Luciano. Hoje e sempre esse cara não pode ser o Marcos Antônio.
Se liga, Crespo


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