É preciso coragem para jogar no São Paulo, porra.
No São Paulo jogamos com ambição. No São Paulo jogamos com coragem. No São Paulo Futebol Clube praticamos futebol.
Ou, pelo menos, deveríamos.
Na derrota por 2×0 contra o Flamengo, no Maracanã, pelo Brasileirão 2025, o que vimos foi um time covarde, apático e sem nenhuma intenção de competir. A atuação foi tão vexatória que, para muitos, superou até derrotas históricas como as sofridas contra Corinthians, Portuguesa e Vasco.
Foi a primeira vez que vi um São Paulo entrar em campo apenas para se defender, sem jogar futebol.
Um Esquema Retranqueiro e um Time sem Alma
O São Paulo foi escalado com:
- Três zagueiros (incluindo Sabino, contratado como “oportunidade de mercado”)
- Três volantes
- Dois alas que não atacavam
- Oscar jogando em posição indefinida
- André como “falso 9” — falso como seu futebol
Desde o apito inicial, já era possível prever o desastre. O time não conseguia trocar três passes, jogava com duas linhas recuadas, e seus atacantes, Oscar e André, voltavam para marcar na intermediária da defesa.
Nas raras chances de contra-ataque, ninguém estava à frente. E quando a bola era rifada, André perdia todas, não segurava um pivô, foi engolido pelos zagueiros do Flamengo.
Crespo Apostou em Milagres, Não em Futebol
O plano de jogo de Hernán Crespo era torcer por milagres do goleiro Rafael — e até vieram alguns. Mas o São Paulo entrou em campo sem competir, sem lutar, sem representar sua torcida.
E ainda ouvimos, na coletiva pós-jogo, nosso técnico dizer que “não tinha muito o que fazer”, afinal era o Flamengo, no Maracanã.
PORRA.
É preciso coragem para jogar no São Paulo.
É preciso ter futebol para vestir essa camisa.
Vergonha INCOMPARÁVEL à História do Clube
A atuação no Maracanã foi uma mancha.
Fico imaginando o que diriam os times campeões de 1992, 1993 e 2005.
- Em 92 e 93, fomos protagonistas.
- Em 2005, mesmo com postura reativa, jogamos com brio, raça e qualidade mortal no ataque.
- Vencemos o Liverpool de Gerrard. Jogamos como São Paulo.
E agora? Um técnico com medo. Um time resignado. E a torcida humilhada.


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