Copa do Mundo de clubes Fifa

O bom futebol dos clubes brasileiros na Copa do Mundo 2025 expôs a mediocridade do Brasileirão. Será que veremos mudanças reais?

Não é nem necessário esperar o fim da Copa do Mundo de Clubes 2025 para afirmar o óbvio: os times sul-americanos, especialmente os brasileiros, chocaram o mundo. Apresentaram um futebol aguerrido, envolvente, com respeito tático, pressão alta ou contra-ataques fulminantes — que deixaram até os fortíssimos clubes europeus em apuros.

Em alguns casos, passaram vergonha. A surra que o Flamengo aplicou no Chelsea, por exemplo, vai entrar para a história. Isso sem falar do apoteótico BOTAFOGO.

Esse futebol competitivo recolocou o Campeonato Brasileiro no radar do mundo, levantando a tese de que nossa liga nacional pode ser fortíssima. Afinal, quatro clubes que disputam a Série A estão encantando o planeta nos gramados norte-americanos.

Qual Campeonato Brasileiro teremos a partir de agora?

E é aí que começa a verdadeira discussão — maior até que o campeão do Mundial.
A pergunta é simples: qual Brasileirão vamos ver a partir de agora?

Será o campeonato competitivo, tático, intenso, com times variando entre pressão alta e transições rápidas? Sem antijogo, sem cera, com a bola rolando e com mais de 90 minutos de futebol de verdade?

Ou vamos seguir com aquele Brasileirão modorrento, arrastado, recheado de faltas, paralisações, arbitragem truncada e nível técnico duvidoso?

A diferença entre o futebol do Mundial e o do Brasileirão

Ano após ano, assistimos ao mesmo roteiro. Jogos travados, lentos, sem intensidade e com um festival de catimba que afasta o público e qualquer chance de gerar receita internacional.

Essa fórmula não vende, não encanta, não sustenta. É pequena demais para o tamanho da paixão que temos aqui e para o dinheiro que circula entre os clubes.

Flamengo, Palmeiras, Flu e Botafogo deram o exemplo

Flamengo, Palmeiras, Fluminense e Botafogo provaram o que muitos duvidavam:
é possível competir em alto nível, encantar e vencer jogando bola.

Sem cai-cai, sem catimba, com seriedade tática e inteligência para cada adversário. Deram aula — dentro e fora de campo. Agora, os outros 16 clubes da Série A precisam reagir, cada um dentro de sua realidade. Chega de desculpas.

O São Paulo está muito atrás — e isso precisa ser dito

E o São Paulo com isso?

Está muito — mas muito — abaixo até do desempenho do pior brasileiro no Mundial. Falta intensidade, obediência tática e até vontade. O Morumbis deixou de ser fortaleza. Se nada mudar, vamos brigar por vaga no top 10. E olhe lá.

O clube precisa mudar urgente. Chega de aceitar o “jeitinho brasileiro”, com cera, pausas, desatenção e falta de ambição.

Conclusão: o Brasil pode mais. O Brasileirão precisa mudar

O futebol brasileiro é grande, é encantador e tem tudo para ser ainda melhor. Mas depende dos clubes mudarem a postura — dentro e fora de campo.

Todos ganham com isso. A torcida, os clubes, os jogadores, a liga. O mundo está olhando.

Agora, para fechar: quantos gramados sintéticos temos mesmo nessa edição da Copa do Mundo?


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Não dá para fugir

“A pausa para o mundial será nossa chance de colocar a casa em ordem, recuperar atletas e não cair de divisão”

~ Tiago Machado