Técnico do São Paulo lamenta uma jogada
Zubeldía divide a torcida do São Paulo: bom trabalho ou caos tático?

De uma coisa eu tenho certeza: nunca vi uma divisão tão grande entre nossos torcedores sobre um técnico. Para muitos, Zubeldía faz um bom trabalho. Para outros, ele é um desastre: culpado pelas lesões, pelas substituições “pardais” e pela falta de resultados.

Calma lá. Vamos aos fatos.


Paulistão: campanha mediana e arbitragem decisiva

O São Paulo fez um Campeonato Paulista mediano. É verdade. Mas a eliminação para o Palmeiras teve clara interferência da arbitragem.

Ainda nesse torneio, Zubeldía rodou menos o elenco do que deveria. Seu time ideal entrou em campo pouquíssimas vezes. Mesmo assim, protagonizou uma vitória importante contra o rival de Itaquera.


Libertadores: 14 pontos e desempenho sólido

Na Libertadores, o Tricolor fez uma campanha excelente: 14 pontos e segunda melhor campanha geral. Muitos dizem que o grupo era fácil — eu discordo.

O sorteio das oitavas dirá se essa campanha trouxe vantagem. Mas, por enquanto, o trabalho foi sólido e objetivo.


Brasileirão: campanha inaceitável e ataque nulo

No Campeonato Brasileiro, o cenário muda. São apenas 12 pontos e duas vitórias — um desempenho abaixo do aceitável.

A defesa até segura por bons períodos, mas sempre há uma ou duas falhas que custam caro. O ataque, por sua vez, é um dos piores do campeonato.


Lesões destroçaram o elenco do São Paulo

As lesões acabaram com o primeiro semestre. Contra o Bahia, foram 11 desfalques. É impossível manter competitividade assim.

Lembra do Flamengo milionário perdendo em casa com apenas três jogadores poupados? Imagine jogar com cinco ou seis desfalques essenciais por semanas.


Zubeldía tem culpa? Sim. Mas não é o vilão.

Na minha visão, o maior erro de Zubeldía é colecionar cartões — algo que deveria render multa interna, inclusive.

Fora isso, vejo um treinador limitado pelo elenco. Sem conseguir repetir escalação, sem tempo de treino, sem peças.

Vi com entusiasmo sua ideia de jogo. Um 4-2-3-1, com dois volantes móveis que distribuem bem o jogo (Alisson e Antônio), um meia construtor (Oscar), que acalma mais a bola e é forte na bola parada, e um meia explosivo (Lucas), contando com a finalização de Luciano e as paredes de Calleri. Era para acontecer, mas, tirando o Alisson e Luciano, todos eles ficaram fora de combate por semanas, meses, ou fora da temporada como o Calleri.


Jovens da base: promessas, não soluções

Não o culpo pela demora em lançar os jovens. Veja, Ferreira, Alves e Luca foram fora de série no primeiro e talvez segundo jogo. Agora, mais conhecidos e muito bem vigiados pelas defesas adversárias, pouco fazem. Ryan, que segundo alguns deveria ser o titular absoluto do time mal conseguiu pegar na bola nos dois últimos jogos. São ruins? Claro que não, são ótimos, mas não devem ser solução. Precisam entrar aos poucos, substituindo os titulares e pegando as defesas adversárias mais cansadas para fazerem a diferença. Hoje, não.


Zubeldía merece respeito — e tempo

O técnico não reclama, não pede reforços, não abandona o elenco. Trabalha em silêncio, com raça e dignidade, mesmo sendo criticado a cada rodada.

Trocar agora? Esqueçam. O clube não tem dinheiro para reforços, muito menos para arcar com rescisão contratual ou novos salários. Não vai acontecer.

E antes que alguém mencione o Dorival, lembre-se: ele nos deixou na primeira chance e agora está sendo eliminado pelos reservas de um argentino com pouca expressão. Bom é ele?


Conclusão: FORÇA ZUBELDÍA

Pode errar, sim. Mas Zubeldía não é o maior problema do São Paulo. Com elenco completo, veremos sua real capacidade. Até lá, é apoiar.


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